segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Desmane suave

Uma surpresa. O desmame foi muito e muito suave. Assim, como a amamentação, desde o começo, foi um processo muito suave, o desfecho final também tendo sido

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

A força do Pai

Oi, pai. Tá, pai. Pode deixar, Pai. Pai, está no carro. Tchau, pai. A repetição da palavra pai no banheiro da acadêmia me acertou em cheio o coração e a alma. Me deu uma saudade do meu pai. Aquela vontade de falar com ele de uma maneira tão simples, como aquela moça. Faz tempo que não me conecto com o seu Zito, fica uma falta. Essa saudade me trouxe para o pai Rodrigo. Nossa, que pai bacana o meu filhote tem. Que coisa boa. Que relação saudável e bonita dos dois, são amigos e parceiros. Trabalham juntos. Isso mesmo, no quintal e na cozinha. Ontem, quando cheguei ela estava grudado com o pai. Tudo era o pai.

E o Wando

Nossa fiquei bem triste com a notícia da morte do Wando. Não sou do fã do estilo joga calcinha, apesar de admitir que tem os seu méritos, sou  fã mesmo é do paterno Wando. O rei do brega foi nosso companheiro na primeira viagem de avião com o Otto, três meses enroladinho no sling no colo do pai. Eu aflita com tudo. Entro no avião bem apreensiva. No nosso lado, na cobiçada primeira fileira, o Wando. Bem sério. Depois, diante da minha visivel insegurança, começou a falar. Contou que iria dar um computador para a filha, com uma condição. Ela tinha que aprender a fazer o número 1 no vaso. O número já fazia.  Perguntei o nome e a idade da filhota, que estava largando as fraldas. Maria, tem três anos, falou bem orgulhoso e saudosos, esta indo encontrar com ela na casa em BH. Gosto do nome. o Wando completou, quase cantando. Maria Sabrina.
A viagem foi divertida, com boas histórias de pais e filhos. Agora, a Maria Sabrina terá o desafio de viver sem a presença fisica do pai. Coragem. Wando, cuide bem dela...

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

"Educar filhos é inundá-los de amor".

Esse foi o assunto da conversa de ontem à noite. Ficamos trocando ideia até quase meia noite, apesar de bater, de tempos em tempos, a afliação. O despertado estava programa para às 5 da matina. Mas valeu.  Nem tô com sono hoje. Estou inundada de amor.  Foi assim, o Otto pediu para abrir a caixinha do homonimo, Otto - Lara Resende. Abrimos. A caixa é bem lúdica, tem fitas, laços e desenhos. Se encantou pelo primeiro livro: "esse é legal." Ficou folheando as páginas bem pequenas, adorou. Depois pegou a Loja de Frases e começou a ler: "Aí, depois." "Aí, aqui o bebezinho de vestim blanco ( foto do Otto bebezinho)." Pediu para eu ler. Li a frase: "Educar filhos é inundá-los de amor." Ficou repetindo. "Essa é legal." "Bonitimmm, né?" E ficamos conversando sobre isso. Ele gritava: "AMOR e me apertava." Sonho. E soltou a pérola. Ficou olhando uma foto do Otto de peruca com uns grandes óculos de sol. Depois de um tempo, mandou. "Ah, Mamelia, viu? A Mamelia." Queria confirmar se eu tinha visto a foto da tia Maria Amélia no livro. Deixa ela saber disso. Para completar, colocou o DVD. Alertei, "você não vai gostar. É um cara falando sem parar." Seguiu em frente. Via e falava. "Ottinho gosta do cara falando sem parar." Até que nos rendemos. Bateu o sono. Deitamos e dormimos em minutos.

Conexões maternas

Ontem, recebi um e-mail de uma amiga,  mãe, de dois, que leu o blog e se emocionou. Essa matrix da vida é mesmo um perigo. A gente se encontra no mundo corporativo e quase nunca trocamos sobre a nossa maternagem, que é o realmente interesse. Sei que esse é o assunto que mais chama a minha presença, que mais me deixa viva e alerta. Por falar em presença, esse é o ponto forte dos bebezinhos. Para alguns é cena, para mim é pura presença. O Otto consegue chorar sentido e, no segundo seguinte, sorrir ao ouvir um som que o agradou. É aqui e agora o tempo todo.
Eu exemplificada nesse encontro com a minha amiga estou, na maioria das vezes, longe, longe, longe. Deixando os encontros rasos, rasos, rasos. Que bom que tenho o privilegio de viver essa experiência de ser mãe, que serve como um alerta diário para a acordar a minha presença. O chamado vem de todos os lados.